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Antes que se faça tarde...

"O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender." V. Pulido Valente

Antes que se faça tarde...

O Processo Marquês: quem se ri por último?

Novembro 26, 2019

Nuno M. Albuquerque

Nas últimas semanas temos sido bombardeados com pormenores mais ou menos sórdidos do Processo Marquês.

Sócrates, imagino, está furibundo com a exposição a que se vê sujeito, o que se nota pelo tom sempre crescente de irritação e arrogância com que vai respondendo ao juiz de instrução.

Tenho sérias dúvidas que a divulgação do audio das sessões de interrogatório pelo juiz de instrução seja positiva, necessária ou sequer desejável. A justiça, creio, não se faz nem nos jornais, nem nas televisões. Um certo recato, alguma mediação entre o tempo da justiça e o tempo dos tablóides, parecem-me essenciais.

Mais preocupante, porém, é o que resulta das declarações de Sócrates que, entre demonstrações de incredulidade e  repúdio (o homem estará bem?), têm dado azo a  profunda galhofa.

Não há quem não se espante com as histórias do dinheiro para as férias, as férias de ski, o cofre da mãe, etc. São, não há dúvida, declarações que atiram este já inclassificável personagem para a galeria dos fenómenos do Entroncamento. 

Sucede, e espero estar enganado, que talvez o personagem continue a não ser tão burro como o querem fazer parecer.

Parecem alguns esquecer que estamos no domínio de um processo penal e não de uma qualquer avaliação de carácter.

E, em boa verdade, por entre as inenarráveis descrições de obtenção de fundos, a menos que me tenha falhado algo, não vislumbrei uma única referência ao modo, circunstâncias, pessoas e actos concretos de corrupção que teriam gerado as tais quantias astronómicas de dinheiro.

Se é certo que em matéria de percepção social "O Inginheiro" Sócrates tem o destino traçado, tenho sérias dúvidas que para efeitos de condenação penal o processo siga o melhor caminho. É que, recordo, estamos perante uma acusação de corrupção e não de mau carácter.

Veremos quem se ri por último.  

 

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