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Antes que se faça tarde...

"O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender." V. Pulido Valente

Antes que se faça tarde...

@shortstory

Novembro 28, 2019

Nuno M. Albuquerque

IV- Sentia o cabo da Glock encostado às suas costas cada vez mais frio. O autocarro parou em frente ao infantário. O pequeno Tim e a avó, a Sra. Lambert, entraram. Receio voltou a assombrar a mente de Dave. Respirou fundo e agarrou o cabo.

@shortstory

Novembro 28, 2019

Nuno M. Albuquerque

III-Há 20 anos que fazia aquele trajecto. Sem falhas. Todos os dias. Hoje seria o último. Revira mentalmente, com a minúcia de um ourives, cada detalhe do plano. A Sra. Lambert, ainda que o não soubesse, teria um papel decisivo no desenrolar dos acontecimentos. O semáforo ficou verde.

@shortstory

Novembro 27, 2019

Nuno M. Albuquerque

II- No cimo da avenida avistou-o, o autocarro n°157. Deitou para o chão a beata e tirou o passe da carteira.

O Processo Marquês: quem se ri por último?

Novembro 26, 2019

Nuno M. Albuquerque

Nas últimas semanas temos sido bombardeados com pormenores mais ou menos sórdidos do Processo Marquês.

Sócrates, imagino, está furibundo com a exposição a que se vê sujeito, o que se nota pelo tom sempre crescente de irritação e arrogância com que vai respondendo ao juiz de instrução.

Tenho sérias dúvidas que a divulgação do audio das sessões de interrogatório pelo juiz de instrução seja positiva, necessária ou sequer desejável. A justiça, creio, não se faz nem nos jornais, nem nas televisões. Um certo recato, alguma mediação entre o tempo da justiça e o tempo dos tablóides, parecem-me essenciais.

Mais preocupante, porém, é o que resulta das declarações de Sócrates que, entre demonstrações de incredulidade e  repúdio (o homem estará bem?), têm dado azo a  profunda galhofa.

Não há quem não se espante com as histórias do dinheiro para as férias, as férias de ski, o cofre da mãe, etc. São, não há dúvida, declarações que atiram este já inclassificável personagem para a galeria dos fenómenos do Entroncamento. 

Sucede, e espero estar enganado, que talvez o personagem continue a não ser tão burro como o querem fazer parecer.

Parecem alguns esquecer que estamos no domínio de um processo penal e não de uma qualquer avaliação de carácter.

E, em boa verdade, por entre as inenarráveis descrições de obtenção de fundos, a menos que me tenha falhado algo, não vislumbrei uma única referência ao modo, circunstâncias, pessoas e actos concretos de corrupção que teriam gerado as tais quantias astronómicas de dinheiro.

Se é certo que em matéria de percepção social "O Inginheiro" Sócrates tem o destino traçado, tenho sérias dúvidas que para efeitos de condenação penal o processo siga o melhor caminho. É que, recordo, estamos perante uma acusação de corrupção e não de mau carácter.

Veremos quem se ri por último.  

 

Oh, Rui, vai-te Katar!

Novembro 25, 2019

Nuno M. Albuquerque

No dia das eleições era vê-los a bailar, qual par romântico, perdidamente apaixonado, em dia de boda.

Rui Tavares e Joacine Katar Moreira pareciam saídos de um conto de fadas (sim, um mau) para políticos.

Depois de anos a tentar, sem sucesso, a própria eleição, reconhecido por todos (amigos e família) como o intelectual de esquerda mais intelectual de esquerda de todos os intelectuais de esquerda (até na escolha de cachecóis), Rui Tavares tinha logrado, finalmente, tal desiderato.

Só que não.

Elegeu, em alternativa, uma espécie de Rui Tavares, só que mulher, afro-descendente (será que posso dizer!?) e pouco dada a disciplinas partidárias.

Resultado?

O casamento de sonho deu no estafado "vamos dar um tempo" a que se seguirá, inevitavelmente, um "não és tu, sou eu" e , depois, comme d'habitude, cada um seguirá o seu caminho.

A deputada alternativa que prometia mudar o mundo e amor em doses generosas,  afinal não quer saber do partido a que jurou amor eterno (enquanto durasse, pois claro) para nada, até porque, o que se compreende, não está para aturar gajos que insistem em mandar nela.

Enganou-se no sentido de voto? Ora, ora, estava distraída a escolher a próxima indumentária fracturante do assessor.

Realmente, não há pachorra.

Racistas é o que vocês são.

10 mil euros

Novembro 22, 2019

Nuno M. Albuquerque

Realmente, já é má vontade.

Então agora  estão a chatear o Sócrates por andar com dez mil euros na carteira, nas férias!?

Mas há algum português que, nas férias, não ande com dez mil aéreos na carteira? E quem é que paga as bolas de berlim? E os cafés? Querem ver que estão todos à espera da mãezinha?

Incrível.

Deslarguem o homem, pá, que ele tem doutoramentos p'ra fazer.

 

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