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Antes que se faça tarde...

"O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender." V. Pulido Valente

Antes que se faça tarde...

Comentários online. Ponto rebuçado da democracia.

Janeiro 26, 2017

Nuno M. Albuquerque

Quem lê notícias online, seja em que plataforma for, já se confrontou com o nível rasteiro, nos melhores casos, alarve, na maioria, boçal em todos eles, dos comentários produzidos pela horda de desocupados militantes que insistem em evacuar todo o tipo de asneira no espaço público. (Agora é a minha vez).

Ao contrário da fina intellegentsia pátria, que é o mesmo que dizer do Pacheco Pereira, eu gramo à brava que tais comentários  possam hoje ver impunemente a luz do dia. De outra forma nunca saberíamos que há seres com as mesmas propriedades químicas que nós, idênticos em quase tudo a qualquer daquelas pessoas que temos por normais, como nós, vá, que perante uma inocente notícia de "Ronaldo tem nova namorada", ou mesmo "Passos Coelho cortou o cabelo", sejam capazes de produzir uma quantidade nunca vista de impropérios e de insultos que, nos melhores casos, chegam a misturar política, religião, bola e sexo. 

É que, em boa verdade, tal espécie de comentários existe desde que começámos a juntar palavras para formar frases. É aquilo a que chamávamos conversa de café, de tasca ou de taberna, na qual, como é sabido, ganha sempre o mais alarve.

Ora, "em antes" essas conversas, quais pérolas do pensamento nacional, ficavam reservadas a quem nelas participava.

Agora não. Com as redes sociais democratizou-se não só a opinião livre, como, acima de tudo, a alarvidade abjecta. Em termos de liberdade de expressão é o equivalente tuga ao queimar da bandeira americana.

É isto o ponto rebuçado da democracia. Todo e qualquer anormal (como se constata) tem o direito e livre acesso ao espaço público para aí poder proferir toda e qualquer anormalidade que lhe passe pela mona.

É ou não é um sonho tornado realidade? 

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