Quinta-feira, 14.09.17

Os sinais estão cá todos. A polícia dos costumes, aka, do politicamente correcto. A “defesa” encarniçada de minorias criteriosamente seleccionadas, com especial devoção a tudo o que cheire a LGBTQRSVXTERHLIRT. A pulsão proibicionista dos infractores, incluindo sanções, despedimentos sumários e prisão para os mais renitentes.

É este o modelo de sociedade que assistimos, impantes, a crescer a cada dia que passa. É o modelo de sociedade que povoa os sonhos molhados dos cabecilhas da nossa solução (argh!!!) governativa.

Eles, os Eleitos, decidem a cada momento como é que nós, os morcões, devemos viver. Sempre de acordo com os mais altos padrões civilizacionais. Que eles decidem quais são. E são bons. Nós é que não temos capacidade para o entender. Para isso estão cá eles.

Tem havido, ao longo dos tempos, experiências giras disto. É certo que acabaram todas muito mal. Mas só porque os outros eram nabos. E na verdade estavam a fazer tudo mal. Estes é que vão fazer bem.

Chama-se Socio-fascismo. É assustador. E está aí para nos assombrar todos os dias, com cada vez mais indefectíveis executivos.

É realmente alarmante ver que à volta dos ideólogos do “bem-pensamentismo” vão surgindo, com mais e mais fulgor, hordas de adeptos que, como qualquer bom adepto, são imensamente mais perigosos que o original.

Não há dia que passe sem que uma nova “causa fracturante” ou uma nova sugestão de proibição nos assole, sempre tratada como questão de vida e de morte e sempre superiormente sancionada por uma daquelas cabecinhas que vivem para sancionar.

Mas o que torna verdadeiramente assustador o cenário é que em pouco mais de um ano de geringonça, o país parece tomado de assalto por camafeus e, principalmente, “camafeias” com os olhos rasos de raiva numa fúria proibicionista de tudo o que saia da cartilha socio-fascista.

Elevando a fasquia ao “domínio da loucura”, para citar o poeta, corre para aí a ideia de que em dia de eleições para sinecuras políticas, votar será a única actividade autorizada. Tudo resto é ilegal.

É verdade. Dizem eles, pasme-se, que vão proibir a bola e outros espectáculos de entretenimento.

E ao cinema, podemos ir?

Teatro?

Os aeroportos, fecharão?

Piqueniques com os amigos, estão fora de questão?

Almoçaradas?

Futeboladas na praia? Surf, anyone?

E se fossem proibir a p.q. os p.?    



publicado por Nuno Albuquerque às 12:48 | link do post | comentar

Quinta-feira, 26.01.17

Quem lê notícias online, seja em que plataforma for, já se confrontou com o nível rasteiro, nos melhores casos, alarve, na maioria, boçal em todos eles, dos comentários produzidos pela horda de desocupados militantes que insistem em evacuar todo o tipo de asneira no espaço público. (Agora é a minha vez).

Ao contrário da fina intellegentsia pátria, que é o mesmo que dizer do Pacheco Pereira, eu gramo à brava que tais comentários  possam hoje ver impunemente a luz do dia. De outra forma nunca saberíamos que há seres com as mesmas propriedades químicas que nós, idênticos em quase tudo a qualquer daquelas pessoas que temos por normais, como nós, vá, que perante uma inocente notícia de "Ronaldo tem nova namorada", ou mesmo "Passos Coelho cortou o cabelo", sejam capazes de produzir uma quantidade nunca vista de impropérios e de insultos que, nos melhores casos, chegam a misturar política, religião, bola e sexo. 

É que, em boa verdade, tal espécie de comentários existe desde que começámos a juntar palavras para formar frases. É aquilo a que chamávamos conversa de café, de tasca ou de taberna, na qual, como é sabido, ganha sempre o mais alarve.

Ora, "em antes" essas conversas, quais pérolas do pensamento nacional, ficavam reservadas a quem nelas participava.

Agora não. Com as redes sociais democratizou-se não só a opinião livre, como, acima de tudo, a alarvidade abjecta. Em termos de liberdade de expressão é o equivalente tuga ao queimar da bandeira americana.

É isto o ponto rebuçado da democracia. Todo e qualquer anormal (como se constata) tem o direito e livre acesso ao espaço público para aí poder proferir toda e qualquer anormalidade que lhe passe pela mona.

É ou não é um sonho tornado realidade? 



publicado por Nuno Albuquerque às 16:21 | link do post | comentar

Quinta-feira, 07.04.16

Bofetadas levam PSD a pedir a demissão de João Soares

 

Ainda se pedissem o internamento...



publicado por Nuno Albuquerque às 12:34 | link do post | comentar

Sábado, 22.11.14

animal feroz.jpg

 



publicado por Nuno Albuquerque às 15:05 | link do post | comentar

Sexta-feira, 11.10.13

Primeiro, versão Relvada, iam privatizar.

 

Depois, ainda em modo Relvado, que não; afinal era uma concessão a privados e fechavam um canal e o diabo a sete.

 

Agora, versão "nova cultura política" pelo Maduro mais verde de que há memória, vamos acabar todos a pagar mais para manter o mesmo mono. A RTP.

 

Agora se não se importam, vou ali já venho, que vai começar mais um programa de serviço público que nenhum português pode perder. Sim, o Preço Certo.

 

Isto não vai acabar bem...



publicado por Nuno Albuquerque às 17:30 | link do post | comentar

Sábado, 05.10.13

Ou é um caso de demência galopante ou algo mais grave.

 

Não me recordo de um MNE ter a desfaçatez de se pronunciar, num país estrangeiro, sobre processos judiciais em curso em Portugal que envolvessem figuras mais ou menos importantes daquele país.

 

Que raio de interesse levará alguém que ocupa um cargo desta natureza e, para mais, sendo jurista e professor de Direito, a abdicar do tabelar "sobre processos judiciais em curso, naturalmente, não me pronuncio"?

 

Não acredito que seja demência.

 

É muito triste o estado a que chegámos. 

 

Tomámos-lhe o gosto desde que começámos a rastejar.

 

Nojo. 



publicado por Nuno Albuquerque às 00:11 | link do post | comentar

Sexta-feira, 06.09.13

A chamada "Lei de Limitação de mandatos" limita os presidentes dos órgãos executivos das Câmaras Municipais à bonita soma de 918 mandatos possíveis.

 

Quanto a isto não há dúvidas. É um limite.



publicado por Nuno Albuquerque às 17:25 | link do post | comentar

Quarta-feira, 20.03.13

Foi precisa uma decisão judicial, ainda que cautelar, para que o senhor Seara e outros como ele percebam que a falta de pudor ou de vergonha tem limites.

É caso para dizer, na linha do nosso Primeiro-Ministro, "vai trabalhar, malandro!"

 

Em qualquer caso, não tenhamos ilusões...vão recorrer e reclamar e aclarar e o diabo a sete...isto está a ficar com um cheiro nauseabundo!

 

Nota: Ao contrário do que dizem alguns "tudólogos", isto não tem nada a ver com a judicialização da política. É apenas o estado de direito (ou o que resta dele) a funcionar. 

 

Adenda: afinal os limites estão mais além.



publicado por Nuno Albuquerque às 21:48 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.11.12

 

As grandes questões...



publicado por Nuno Albuquerque às 13:07 | link do post | comentar

Quarta-feira, 18.07.12

 

Ler, ler, ler!



publicado por Nuno Albuquerque às 11:34 | link do post | comentar

mais sobre mim
Setembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


posts recentes

SOCIO-FASCISMO

Comentários online. Ponto...

Bofetadas

Animal feroz.

A Taxa

Rui Machete pede desculpa...

Limitação de mandatos

Da falta de pudor.

Deus,se existisse, era at...

"Até quando a velha carca...

arquivos

Setembro 2017

Janeiro 2017

Abril 2016

Novembro 2014

Outubro 2013

Setembro 2013

Março 2013

Novembro 2012

Julho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Dezembro 2011

Maio 2011

Setembro 2010

Abril 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

links
blogs SAPO
subscrever feeds