Segunda-feira, 19.12.11

Meus senhores, é oficial: toca a fazer as malas.


Este é o mesmo senhor que no consulado socrático se especializou em assobiar para o lado.



Nuno Albuquerque às 20:32 | link do post | comentar

Parece que o Primeiro-Ministro terá sugerido aos milhares de professores condenados ao desemprego que a alternativa da emigração para os países lusófonos deveria ser seriamente considerada.

 

Num país habituado a que os políticos mintam despudoramente, veja-se os últimos 30 anos, não deixa de ser curioso o rasgar de vestes que esta afirmação provocou.

 

De sindicalistas profissionais a políticos da velha guarda, ninguém se furtou a destratar o meliante.

 

Para compor o ramalhete, até o Prof. Marcelo, qual grilo falante da pátria, veio dizer mais ou menos isto: bom, o que ele disse é verdade, mas não o devia ter dito. Enganava-nos mais um bocadinho. Pelo menos até passar o Natal.

 

Não sei se o Primeiro-Ministro é bom ou mau. Desconheço se o que está a fazer vai ou não resultar. Creio até que ninguém, ele incluído, sabe exactamente o que vai acontecer.

 

Uma coisa sei. A verdade é sempre melhor que a mentira. E de mentiras estamos todos fartos. Eu estou.



Nuno Albuquerque às 20:31 | link do post | comentar

Sábado, 17.12.11


Nuno Albuquerque às 23:37 | link do post | comentar



Nuno Albuquerque às 23:23 | link do post | comentar

 

 

                     RIP

 

 



Nuno Albuquerque às 02:46 | link do post | comentar

Quinta-feira, 15.12.11

Uns, lampeiros, furtam gravadores aos jornalistas em plena entrevista porque não lhe agrada o teor das perguntas.

 

Outros, entre correligionários, anunciam do alto da sua irresponsabilidade que o que devíamos era ameaçar os alemães de não pagar a dívida.

 

Ambos são deputados da nação; o primeiro já foi nomeado para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários (é um perito em crime, está bom de ver). O segundo está na fila. Algo de muito bom lhe vai acontecer. Na pior das hipóteses acaba em Paris a estudar filosofia.

 

 



Nuno Albuquerque às 21:28 | link do post | comentar

Terça-feira, 31.05.11


Nuno Albuquerque às 22:14 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.09.10

Gostava que alguém me explicassse a que título é que alguém que renuncia a um mandato de administrador numa empresa, i.é., denuncia unilateralmente a posição jurídica que detém face à mesma, vem a ser indemnizado por esse facto.

 

Há, de facto, uns contratos muito especiais cá pelo burgo...

 

Salvo disposição contratual em contrário (que muito me espantaria e muito explicaria sobre certo tipo de gestão pública), a parte que resolve um contrato antes do seu termo, a menos que invoque e venha a demonstrar a existência de incumprimento da parte contrária, é que incorre na obrigação de indemnizar a contraparte. Ora, neste caso, dá-se o inverso. Uns senhores administradores renunciam ao mandato, portanto, rescindem unilateralmente o vínculo que detém e, sabe-se lá porque carga de água, recebem integralmente os valores referentes ao mandato que, por sua iniciativa, decidiram não cumprir até ao fim.

 

Depois disto não há risco de parecer ordinário: é a puta da loucura, meus senhores!

 



Nuno Albuquerque às 23:19 | link do post | comentar

Em Portugal não existem vítimas de crimes. Apenas alegadas vítimas. É uma espécie de presunção de inocência, mas ao contrário.

Quem o faz, a comunicação social em peso, julga que a tanto está obrigado por força da tão maltratada presunção de inocência do arguido/suspeito (se o(s) houver), assim se furtando a eventuais e sempre chorudos pedidos de indemnização. Naturalmente, uma e outra razões são ridículas. Estúpidas, mesmo. Desde logo, porque a presumida inocência do suspeito/arguido não é em nada beliscada pela existência de uma vítima. O facto de um suspeito tornado arguido vir a ser absolvido do crime de que vinha acusado não faz desaparecer a vítima. Apenas significa que não se encontrou o culpado.

Esta peregrina prática jornalística leva-nos a situações absurdas como a de termos uma “alegada” vítima de agressão física, com a cara feita num bolo, duas pernas partidas e sem os dentes da frente que, a final, face à incapacidade de acusar/condenar alguém, nunca chegará a alcançar a qualidade de vítima. E porquê? Apenas e tão só porque não se apanhou o tratante. Não há culpado, não há vítima. ( é uma variante do nula crime sine lege dos tempos mediáticos.)

 

No limite, chegará o dia, mais cedo do que tarde, em que um morto de morte matada será apenas e só um alegado morto.

 

Pobre país.

 

Adenda: Esta prática conhece apenas uma excepção, vá, duas: tratando-se de “violência doméstica” ou de crimes assim mais para o popularucho, é um fartar vilanagem de vítimas e criminosos. Basta alguém gritar “violência doméstica” e temos, imediatamente, vítima e culpado. E depois ainda dizem que a justiça é lenta.



Nuno Albuquerque às 21:30 | link do post | comentar

Sexta-feira, 16.04.10

"No puede silenciarse que el sistema de ocultamiento puesto en vigor en todo el mundo ante los delitos sexuales de los clérigos fue dirigido por la Congregación para la Fe romana del cardenal Ratzinger (1981-2005), en la que ya bajo Juan Pablo II se recopilaron los casos bajo el más estricto secreto."



Nuno Albuquerque às 12:58 | link do post | comentar

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